sábado, 3 de novembro de 2007

Ecos de (sub)existência

A sua indecente maneira de olhar
Faz com que eu estreemeça as minhas bases
A sua contudente maneira de pensar me deixa louco
Teu olhar enfeitiça e agita
Preciso pensar um pouco
Preciso aprender a te amar

Amor ou desejo?
Desejo de amar?

Quero ser inteiro e sentí-la
Quero tê-la num viver intenso
Quero ser você!
Chamá-la de atriz do filme que faremos na madrugada
Quero teu beijo
Só não quero perdê-la esta madrugada

Quero ser a chama
Quero estar nos teus olhos
Quero ser tua vida
Quero ter o sopro e soprar os teus cabelos
Quero ser uma vida e um eterno querer
24-11-1992

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Você

Você é o sereno e agonizante medo que suprime vontades.
É o delírio de um ser envolto por cordas presas a sentimentos passados.
Acorda,
Tudo se passa e a agonia também.
A hora da incerteza morreu na década da suposta guerra.
É hora de acordar
E ver que os jornais são feitos de papel, tinta e palavras.
As moscas pousam na sopa que esfriou desde ontem.
Você dormiu e tentou esquecer-me.
Eu dormi contigo e fiz você sonhar.
Sonhar com tudo novamente.
Corte as cordas e seja feliz!
Problemas foram feitos para superar e esquecê-los.
Corte as cordas ou enforque-se nelas.
De alguma forma ainda terá uma chance de ser feliz.
02-11-1992

domingo, 28 de outubro de 2007

A Lembrança

Eu Já te beijei com prazer.
Senti o desejo de te amar e te querer.
Agora quando lembro de você me ponho a escrever.
Escrever que não entendo, apenas te desejo demais.
O meu peito arde quando penso em você.

Quero tirar a tua roupa e a tua máscara de indecisa.
Quero te dar um momento e chamá-lo de eterno.
Adoro você e desejo todas as suas horas do dia.

Agora fujo do teu olhar e do teu abraço.
Você está distante também.
É estranho quando deixamos a chance de ser feliz por medo de errar.

O erro é imprevisível.
Arrependimento só presta existir se for realizado.
Arrependimento sem ter ação
Não pode assim ser chamado.
1993

Mentiras

Mentiras,
Apesar da eficácia ainda existem por aí.
Que pena. Eu não queria admitir que minto
E que sou mais um no inferno dos mentirosos.

Olho atentamente e vejo as mentiras das pessoas que nunca mentiram para mim.
Esta foi a primeira mentira.

Uma mentira enterra todas as verdades de uma vida ou de uma amizade.
Que pena!
Sepulta e coroa com vergonha um túmulo frio e desonrado (ou desolado).
Que pena que nem todos os homens reconheçam seus tropeços.
Que pena que o perdoar a si mesmo é muito mais difícil.
talvez impossível.

Que pena que sou um mero ser humano.
11-04-1998

Humanidade

Ser humano é ser comum?
O homem é um ser interessante
Que não precisa saber mais nada.
Sou um também.
O incomum em tudo é a tentativa de uns serem melhores que os outros.
Não adianta ser o melhor para uns e para si mesmo não valer nada.
Tem gente de todo o tipo por aí.
Todos sujeitos a tudo (ou não!).
Somos todos seres humanos comuns.
Todos morreremos um dia.
Todos são seres humanos comuns em muitas coisas e incomuns em tantas outras.
Isto tudo tem semelhanças.
Tudo isto é comum.
11-04-1998